CLUBE PARANAENSE DE CICLISMO DE MONTANHA

TAÇA BRASIL: HENRIQUE AVANCINI ELOGIA PISTA PARANAENSE

MATÉRIA DA PEDAL.com.br

avancini


Avancini relata tudo sobre sua jornada, desde sua chegada no Brasil até o Paraná, e subir no lugar mais alto do pódio. O atleta também faz um elogio e críticas construtivas em relação aos circuitos brasileiros, que todos devem ter a mesma linha técnica do de Campo Largo. 


Confira:

“Cheguei ao Brasil na terça-feira, depois de 26 horas de vôos e escalas, e enfrentar um fuso horário de 6 horas. Foi uma viagem cansativa ao Brasil e os treinos da semana foram voltados para a recuperação. Na sexta-feira viajei ao Paraná, que foram mais 1000km de carro, dessa vez na boa companhia de meu apoio de longa data, Ruy Avancini, meu pai.

Chegamos em Campo Largo na sexta-feira à noite e logo fui dormir. Na noite choveu bastante e no Sábado pela manhã o circuito estava um pouco molhado. Após a primeira volta, veio aquele pensamento de confiança, e já parti pra segunda volta “sorrindo por dentro”, mais duas voltas e já tinha minha linha em mente, quando começou a chuva e então resolvi fazer mais uma volta para ver as condições da pista molhada.

O circuito era duro e técnico. Fazia muito tempo que não corria um XC de verdade no Brasil e esse foi um. O circuito não era extremo, mas com vários trechos técnicos. Em minha opinião os circuitos devem passar a ser como esse de Campo Largo ou ainda mais técnico. Só assim o nível dos pilotos evolui. Para mim é triste ver que atletas que não priorizam a técnica se sobressaem nas provas de XC no Brasil.

No domingo, o circuito estava molhado, porém em boas condições de pilotagem. Na largada Edvando Souza Cruz arrancou forte com Rubens Valeriano. E eu em suas rodas. Na entrada da trilha, Rubinho entrou na frente e eu entrei em segundo, com Thiago Aroeira logo atrás. Após a primeira trilha começava uma longa subida de 1km em uma estradinha de terra, que culminava em um trecho bastante íngreme, onde consegui me destacar um pouco do Aroeira e Rubinho.

Após essa subida, começava a descida, com um primeiro trecho dentro da mata com raízes e pedras, bastante exigente tecnicamente. Após a saída da mata, a descida continuava, mas agora em um trecho mais veloz em um pasto com várias curvas com relevo, que proporcionava uma pilotagem muito prazerosa. Após a descida, uma subida curta e dura onde ficava a zona de apoio mecânico e alimentar; e então um novo trecho técnico com subidas e descidas curtas dentro da mata até chegar na parte final próxima a chegada.

Na primeira volta fechei com uma vantagem de cerca de 20 segundos para Rubinho e Aroeira, companheiros de equipe. Estava me sentindo bem e consegui aumentar a diferença para 35 segundos na segunda volta. Começei a andar 'redondo' na pista e fui aumentando a diferença para o Rubinho que vinha sozinho na perseguição. Na quinta volta, tinha uma diferença de mais de 2 minutos. Quando Rubinho tirou um pouco a diferença, resolvi reagir e tentar aumentar novamente o tempo para continuar fazendo as descidas sem ter que acelerar muito. Na sexta volta fiz com muita cautela e concentração para não arriscar uma queda ou quebra.

Cruzei a linha de chegada com boa vantagem e muito contente, após não ter vencido nenhuma prova UCI em 2010, comecei o ano muito bem e isso me motivou bastante para o meu primeiro grande objetivo da temporada, o Campeonato Pan-americano, que será em 3 de Abril na Colômbia. Rubens Donizete Valeriano terminou na segunda colocação e Sherman Trezza na terceira colocação."

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