CLUBE PARANAENSE DE CICLISMO DE MONTANHA

A DIFICULDADE FAZ O CAMPEÃO!

FotoSikora.materia

Fernando Sikora começou no ciclismo “por acaso” e, com 16 anos, já é campeão brasileiro de sua categoria

Reportagem GIOVANNA JAMBERSI
Edição BRUNO BAGGIO
GIOVANNA JAMBERSI

Enviado por
Fernando Sikora (Pai)

Fernando tem sonhos no ciclismo, mas considera o futuro incerto
Pela impossibilidade de continuar pagando academia, Fernando Sikora começou a se exercitar com o pai andando de bicicleta. Mal sabia ele que essa alternativa barata se tornaria tão importante na sua vida. Campeão brasileiro de pista e campeão paranaense de mountain bike, Sikora pratica o esporte desde 2007 e equilibra sua agenda com treinos, ensino médio, curso técnico e a vida de um garoto de apenas 16 anos.

Jornal Comunicação – Por que você escolheu o ciclismo como esporte?

Fernando Sikora – Na verdade, foi um pouco de influência do meu pai e falta de dinheiro para manter a academia. Ele comprou a bicicleta e nós começamos a treinar para visitar o meu avô. Comecei a andar com ele e, um dia, acabei vendo algumas fotos de corrida e comecei a correr no mountain bike.

Comunicação – Por que não fazer um esporte mais popular, como futebol ou vôlei?

Sikora – Porque o ciclismo foi o que mais atendeu às minhas preferências, que me proporcionou mais adrenalina e o que me faz bem.

Comunicação – Quais são as modalidades que você pratica no ciclismo?

Sikora – Mountain bike, que é o ciclismo na montanha, estradas de chão, trilhas; estrada, corridas em rua e pista, que compete em velódromo.

Comunicação – Quais delas você mais gosta?

Sikora – Qual delas eu prefiro? Meu foco é na pista.

Comunicação – Como foi a reação da sua família quando você começou a praticar o ciclismo?

Sikora – Eu sempre tive apoio da minha família na maioria das coisas que eu fiz, na maioria das coisas que eu resolvi fazer. Não foi diferente com o ciclismo. Eu tive o maior apoio dos meus pais e da minha família também.

Comunicação – Como você conseguiu os primeiros patrocínios?

Sikora – No velódromo eu conheci o professor Adir e acabei indo para os Jogos da Juventude. Lá que eu consegui “me erguer” e entrar na minha primeira equipe com alguns resultados, em 2009.

Comunicação – É mais fácil ser bem sucedido em esportes de menor reputação do que nos populares?

Sikora – Sim, no ciclismo acaba sendo mais fácil, tem menos disputa. O futebol tem muito mais atleta. Isso acaba ajudando.

Comunicação – Quais seus sonhos em relação ao ciclismo?

Sikora – Meu maior objetivo para o ano que vem é o campeonato Pan-Americano, os Jogos Pan-Americanos que vão ser na Guatemala e o Campeonato Mundial na Austrália. É isso, maiores objetivos, maiores sonhos.

Comunicação – Você estuda?

Sikora – Estou no terceiro ano do Ensino Médio e faço o curso técnico de mecânica industrial.

Comunicação – E como é a rotina? Todos os dias você treina?

Fernando – Eu treino no velódromo, aproximadamente, das 9h às 11h e faço curso à tarde das 13h40 às 17h20. Das 18h às 22h30 eu faço Ensino Médio.

Comunicação – Você pretende fazer faculdade?

Sikora – Eu quero ingressar na Engenharia Civil. Provavelmente é o que eu vou fazer.

Comunicação – Mas você pretende deixar o ciclismo?

Sikora – Sim, o ciclismo é um esporte que ainda no Brasil não é muito valorizado e por isso ele acaba não dando muito dinheiro. Por isso o ciclismo daqui uns anos vai virar, talvez acabe virando, um hobby.

Comunicação – Você alguma vez já sofreu algum acidente? Como foi?

Sikora – Meu acidente mais grave foi no velódromo no ano passado. Foi minha primeira corrida de pista. Eu caí, quebrei a clavícula e fiquei quase dois meses parado sem treinar para o campeonato brasileiro. Isso me prejudicou bastante, porque eu poderia ter ido melhor no campeonato. Mesmo assim, ganhei algumas provas lá.

FONTE: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/index.php

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