CLUBE PARANAENSE DE CICLISMO DE MONTANHA

MTB E CORRIDA DE AVENTURA


A IMPORTÂNCIA DO MTB NA CORRIDA DE AVENTURA



A bike pode ter papel decisivo
em uma corrida de aventura

Quando o empresário Alexandre Freitas conheceu, na Nova Zelândia, em 1997, um novo esporte que desafiava os limites humanos em meio à natureza, o Brasil foi apresentado aos esportes de aventura.

A primeira edição de uma corrida de aventura foi realizada na Nova Zelândia, em 1980, e recebeu o nome de "Coast to Coast", que incluía corrida em montanha, mountain bike e canoagem. Essa foi a primeira corrida multi-esportiva realizada junto à natureza. Posteriormente, algumas corridas de aventura incluíam modalidades como patins in-line, vela, corrida em camelos ou cavalos e até pára-quedismo.


O atleta deve levar o mínimo de bagagem, com todo o essencial

Ao retornar ao Brasil o empresário fundou a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura, que foi a organizadora da primeira corrida de aventura em terras brasileiras. E desde então o esporte não pára de crescer. De 2001 para cá assistimos a um verdadeiro boom dessa modalidade, com um crescente aumento no número de praticantes e de boas provas no calendário nacional.


Os trechos de mountain bike
variam de 30 a 70km

O desejo do homem moderno de ter qualidade de vida e um corpo saudável, praticando um esporte junto à natureza é que fez com que esportes ao ar livre crescessem tanto. Fora isso, o Brasil oferece uma diversidade enorme de condições geográficas, próprias para a prática da corrida de aventura”, afirma o professor de Educação Física da PUCCAMP (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e capitão da Equipe D-Run de Corrida de Aventura, Roberto Silva Jr..

Se em 1997, só havia um circuito de corridas de aventura — as famosas provas do EMA —, hoje são mais de uma dezena de circuitos existentes no Brasil. Há provas de diferentes níveis de dificuldade e duração.


Calçados para trekking
vão melhor em situações
de hike bike

No Brasil, encontramos corridas de um dia de duração e há também verdadeiras expedições de sete dias e 460 quilômetros de extensão, como o Ecomotion Pro, realizado em locais de extrema beleza como a Chapada Diamantina, na Bahia, ou o Parque Nacional de Aparados da Serra, na divisa dos Estados de SC e RS, no Sul do Brasil.

BIKE NA AVENTURA

Em uma corrida de aventura, a modalidade do mountain bike tem um papel extremamente estratégico. A distância do trecho de mountain bike pode variar bastante. No Ecomotion Pro, por exemplo, são dois dias de pedalada.

Em geral, os trechos a serem pedalados não passam dos 50-70 quilômetros, mas as dificuldades podem ser enormes. Além do relevo, na maioria das vezes difícil, praticantes de corrida de corrida de aventura têm que pedalar e superar o cansaço das noites sem dormir, as intempéries, a fome, além do peso de todo o equipamento.

Com toda essa dificuldade, o trecho de bike pode significar ganho ou perda de muito tempo. Uma equipe experiente e bem treinada no mountain bike pode ganhar bastante tempo sobre equipes adversárias.

DICAS DE EXPERTS EM BIKES
  • Em uma corrida de aventura é comum a prática do hike bike (veja matéria), por isso muitos atletas preferem não utilizar pedais clipes e sapatilhas e optam por utilizar pedais com correias do tipo firma-pé.
  • Para corridas com duração de mais de três dias, ou provas sem apoio, é interessante montar um bagageiro na bike para o transporte da bagagem e assim poupar o físico.
  • Nem sempre as bikes mais sofisticadas são as mais indicadas para a corrida de aventura. Simplicidade pode ser fundamental no meio do mato, sem mecânicos por perto.
  • Bikes com sistemas de freio V-Brake tradicionais são mais indicadas que as bikes com freio a disco hidráulico, pela sua facilidade de manutenção.
  • Dispositivos do tipo quick-release facilitam bastante na hora da regulagem de altura do selim. A bike pode ser regulada em segundos para que outro competidor possa pedalar. Isso é importante em situações de bike & run, comuns em algumas provas.
  • Leve sempre peças sobressalentes como pneus e câmaras, cabos de freio e de câmbio, gancheira traseira e um elo de corrente. Ferramentas compactas e de multi-uso que contenham chaves Allen, chaves de fendas e Phillips, chave de corrente, chave de raios são obrigatórias. Sem esquecer, é claro, de um bom kit de reparo de pneus com cartuchos de CO2, para uma rápida troca.
  • Procure treinar na bike pelo menos duas ou três vezes por semana, com uma pedalada longa, entre 50-70km, nos finais de semana. Alguns treinos podem ser feitos em bicicletas de ciclismo, no asfalto.
  • No dia da prova, o principal alimento a ser ingerido são os carboidratos, normalmente na forma de gel, líquido ou barras de cereais, sempre com muito açúcar. No entanto, alimentos que contenham sal podem fazer a diferença. Amendoim salgado, castanhas, salame, biscoitos do tipo Cream Cracker e Club Social fazem parte do cardápio de todo atleta de aventura experiente.
  • Hidratação é muito importante. Beba isotônicos durante a prova para compensar a perda de água e sais minerais.
  • Procure levar o quanto menos de bagagem possível, mas sem esquecer dos itens fundamentais.
  • Prefira roupas e calçados de tecidos sintéticos modernos que são leves, secam rápido, aquecem e não fazem volume na mochila.
  • Após revisar sua bike, antes de uma competição, não se esqueça de testá-la. Mecânicos são humanos e podem cometer erros. Rode com a bike pelo menos uns 5-10km para garantir que está tudo perfeito.
  • Cordas podem ser usadas para rebocar um companheiro de equipe desgastado. Na falta de corda, dois bikers podem facilmente pedalar e empurrar o amigo, ao mesmo tempo.

COMO INICIAR


As roupas devem ser de tecidos
leves de secagem rápida

A boa notícia para interessados em ingressar no esporte, é que vários organizadores de provas oferecem cursos de iniciação. O participantes podem aprender desde navegação por mapas, técnicas verticais, noções de sobrevivência, primeiros-socorros e até aprender algumas técnicas básicas do mountain bike. Entretanto, a maior dificuldade para novatos pode ser o preço para a prática do esporte, que é para poucos.

O equipamento básico para pedalar em uma corrida de aventura, das mais simples, inclui obrigatoriamente farol dianteiro, luz traseira e capacete.

Outros equipamentos como cadeirinha, bússola, mosquetão, freio ATC, fita de ancoragem, bota de caminhada são também itens essenciais para quem está começando.

O investimento inicial de um atleta pode chegar fácil aos R$ 3mil, sem contar os custos de treinamento e despesas com viagens, inscrições, acomodação e deslocamento até o local das provas.

Mas, para ingressar no admirável mundo das corridas de aventura não basta tempo e dinheiro. O preparo físico tem que estar em dia, sem esquecer a parte mental, que é submetida a elevados índices de estresse durante uma prova.

Procure um preparador físico, faça avaliações e certifique-se de ingressar em uma prova que você possa terminar com êxito. Vale uma frase do aventureiro Amyr Klink: “A aventura pode ser louca, mas o aventureiro tem que ser lúcido”.

CALOI ADVENTURE É SEM ESTRESSE

Desde 2001, a Caloi patrocina o Caloi Adventure Camp, um circuito de corridas de aventura voltado ao público que quer iniciar nesse esporte. Sérgio Zolino, idealizador do evento e membro da equipe de aventura Mamelucos, é um dos pioneiros na modalidade no Brasil.

Foto: Danyane Custódio O workshop de mountain bike no camp da Caloi

O sucesso do Caloi Adventure Camp tem sido enorme, tantoque na última etapa do circuito, realizada em no dia 29 de outubro, em São Sebastião, 135 equipes participaram da prova, ou seja, mais de 600 competidores!

Grande parte dos competidores desse circuito é formada por jovens entre 25-35 anos, em sua maioria homens. Profissionais liberais, empresários, executivos e estudantes formam o perfil dos atletas iniciantes. “Essa modalidade tem crescido muito por conta de profissionais que necessitam aliviar o estresse do dia a dia. Publicitários e especialistas em tecnologia da informação, são dos que mais procuram nosso evento”, afirma a assessora de imprensa do evento.

Além da possibilidade de aprender nos reality workshops, o participante do camp tem todo um circuito de provas organizado ao longo do ano. A inscrição para cada etapa custa R$ 170, com seguro. Preço acessível para essa modalide.

Para saber mais:
www.adventurecamp.com.br
www.ecomotion.com.br
www.adventuremag.com.br
www.ema.com.br
www.raidterra.com.br
www.chauas.com.br
www.southerntraverse.com

Texto: Marcos Adami | Fotos: Divulgação Ecomotion/Caloi Adventure

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FONTE: BIKEMAGAZINE

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