CLUBE PARANAENSE DE CICLISMO DE MONTANHA

DIA MUNDIAL SEM CARRO, REPERCUSSÃO EM CURITIBA

Os "jacusDe2rOdas" Alessandro Odorizzi (M.Bianchi) e Alexandre Amaral (M.Fast) - os dois da esquerda - marcando presença no evento!

Dia Mundial Sem Carro 2009 - Curitiba
Ruas de Curitiba -
22/09/2009
de Fabio
Estas fotos precisam ser visualizadas com a luz apagada. Do contrário perdem muito da dramaticidade. Foram postadas para serem compartilhadas, mas peço que, em caso de republicarem-nas, coloquem o crédito do
fotógrafo:
Fabio Riesemberg.

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Agradecimentos a "JOTADABLIU" que nos mandou as fotos via e-mail!!


23/09/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 23/09/2009 às 01:55:41

Dia Sem Carro teve adesão de 120 mil motoristas

Cintia Vegas e Leonardo Coleto

Ciciro Back
Dia Sem Carro mudou o perfil da Rua Marechal Deodoro, no Centro.

Cerca de 120 mil motoristas curitibanos optaram por deixar seus carros em casa ontem e utilizar o transporte alternativo, como forma de contribuir com a campanha Dia Sem Carro. Dentre eles estava o prefeito Beto Richa (PSDB), que procurou dar o exemplo indo trabalhar de ônibus.

Para chegar à prefeitura, ele foi até a estação-tubo Paulo Gorski, na Rua Heitor Alencar Furtado, e pegou um ônibus da linha Centenário/Campo Comprido até o terminal Campina do Siqueira.

Lá, embarcou no Inter 2 e foi até o Centro Cívico, desembarcando na estação-tubo Assembleia e caminhando até a prefeitura. Todo percurso teve cerca de uma hora de duração.

“A intenção do Dia Sem Carro é promover uma reflexão entre os motoristas e mostrar que, pelo menos uma vez ou outra, é possível deixar o carro em casa e encontrar formas alternativas de transporte”, afirmou o prefeito.

Segundo Richa, caminhar, utilizar bicicleta ou o transporte coletivo em deslocamentos diários é mais saudável, contribui com a melhora da qualidade de vida na cidade e com o meio ambiente, em função da redução na emissão de gases poluentes.

Em seu trajeto de casa até o trabalho, o prefeito conversou com usuários do transporte coletivo e aprovou o funcionamento do mesmo, embarcando em ônibus pouco lotados e encontrando o terminal Campina do Siqueira com movimento mediano. Ele também revelou que a prefeitura está investindo para que os moradores da capital encontrem incentivos para deixarem o carro em casa todos os dias.

A opinião do prefeito é compartilhada pela do auxiliar administrativo Carlos Poncio. Para ele, o Dia Sem Carro representa a preocupação dos que aderiram à campanha com o meio ambiente.

“O Dia Sem Carro também nos leva a pensar melhor sobre o cotidiano da cidade aliado à enorme frota de veículos em circulação atualmente”, afirmou Poncio, que sempre vai ao trabalho de ônibus mesmo tendo carro.

Já para Onardeles Ferreira, que utiliza seu veículo todos os dias para ir ao trabalho, o Dia Sem Carro é uma campanha difícil de emplacar na capital. “Os curitibanos estão acomodados com o conforto do automóvel. Ainda mais em dias chuvosos como hoje (ontem). Muitos já viraram dependentes dos carros”, disse.

“O Dia Sem Carro trouxe mais caos ao centro, pois de nada adianta o bloqueio de algumas ruas. A medida deve ser mais rígida: proíbe a circulação dos carros ou libera totalmente”, opinou o comerciante Joaquim Xavier de Souza, que estava na esquina da Marechal Floriano Peixoto com a Marechal Deodoro, no Centro.

Ontem, por conta da chuva, a liberação das ruas bloqueadas e as atividades previstas pela prefeitura foram encerradas mais cedo, às 17h, em vez das 20h. “A liberação aconteceu mais cedo, pois já tínhamos alcançado nosso objetivo que era conscientizar as pessoas a deixar o carro em casa, logo de manhã, e utilizar outros meios de transporte. Por conta da chuva, também optamos por encerrar mais cedo as atividades realizadas nas ruas bloqueadas”, explicou a diretora de trânsito da Urbs, Rosangela Batistela.

FONTE: PARANÁ ON-LINE


Buzinas e irritação em Curitiba

Com 40 quadras bloqueadas, motoristas encheram as vias ao redor da área vetada; chuva levou prefeitura a liberar as ruas centrais três horas antes do previsto

Ruas lotadas de automóveis, motoristas irritados, congestionamentos, buzinas e um desfile de infrações de trânsito marcaram o Dia Sem Carro em Curitiba. Com a interdição de 40 quadras na área central da cidade, os carros se concentraram nas vias próximas às bloqueadas. A Avenida Visconde de Guarapuava e as ruas João Negrão e Conselheiro Laurindo foram as que registraram o tráfego mais intenso no início da manhã. Em função da chuva durante boa parte da tarde, a prefeitura decidiu antecipar a abertura das ruas para as 17 horas, em vez das 20 horas. Até o prefeito Beto Richa (PSDB), que começou o dia pegando ônibus, voltou a usar o carro mais cedo.

Mesmo com o mau tempo e a lentidão, a Urbs diz ter cumprido a meta de tirar 100 mil veículos das ruas da capital. O porcentual de cerca de 35% só é inferior ao ano de 2003, quando 40% da população aderiu ao movimento. Na época, 72 quadras ficaram fechadas. A avaliação da diretora de trânsito da Urbs, Rosângela Battistella, é que a iniciativa foi positiva e fez com que a população refletisse. “Não tínhamos a expectativa de superar o recorde anterior porque não tivemos muito tempo para divulgação. Ainda assim, o resultado foi satisfatório e ultrapassamos um pouco a nossa meta”, afirma.

Todo dia devia ser dia sem carro, afirmam especialistas

Para os especialistas, o saldo de iniciativas como a que ocorreu ontem em Curitiba é positivo, mas não deve parar por aí. Além de promover o debate e estimular a conscientização, é importante elaborar e atualizar sempre as políticas voltadas para esta área.

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Carros em área proibida são rebocados no Rio

A prefeitura do Rio rebocou 73 veículos no centro da cidade por causa do Dia Sem Carro. O órgão informou que os carros e motos estavam estacionados em uma área chamada de quadrilátero, entre as ruas e avenidas Presi­dente Antônio Carlos, Rio Bran­co, Assembleia e Santa Luzia. A área, onde foi proibido estacionar ontem, abrange cerca de 18 ruas da região.

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Opinião: Marleth Silva, editora-executiva da Gazeta do Povo

Imposição é contraproducente

Da forma como foi promovido em Curitiba, o Dia Sem Carro chega até a população como uma imposição atrás da qual se vislumbra, com um pouco de boa vontade, uma ideia simpática. E qual é mesmo essa ideia? Lá na origem, na França, os promotores pretenderam estimular a conscientização de que é preciso agir contra os inconvenientes gerados pelo crescimento do trânsito nos centros urbanos. Qualquer brasileiro que circula de carro em cidades médias e grandes dirá que é uma causa nobre. A adesão ao Dia Sem Carro seria maior e ele teria mais repercussão se fosse precedido por um trabalho de informação em que se explicasse o porquê do “sacrifício”. Para os brasileiros, que colocaram o automóvel como parte essencial de sua vida e que convivem com um transporte coletivo deficitário, obrigar-se a encontrar uma forma alternativa de se deslocar, deixando o carro na garagem, faz deste dia, sim, um dia de sacrifício. A imposição de ruas fechadas para o trânsito sem campanha educativa prévia pode causar antipatia em relação a uma causa nobre.

Prefeito viaja sem aperto até gabinete

O prefeito Beto Richa (PSDB) sentiu, no Dia Sem Carro, um pouco do drama dos curitibanos que dependem do transporte público todo dia. Richa embarcou por volta das 8h25 no tubo Paulo Gorski, no bairro Mossunguê, e desceu às 9h15 na estação Assembleia, atrás do Tribunal de Justiça, no Centro Cívico. O prefeito transitou por duas linhas distintas: o expresso Centenário-Campo Com­prido e o ligeirinho Inter 2, um dos itinerários mais inchados de Curitiba. “É um dia de reflexão. Para que as pessoas pensem em formas de contribuir para a melhoria do trânsito, deixando, pelo menos uma vez ou outra, os carros na garagem”, disse o prefeito.

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População

De forma geral, embora parte da população tenha aprovado a ideia do movimento, a maioria não está disposta a deixar o carro na garagem e pegar ônibus. “Eu não posso vir trabalhar de ônibus pelo tipo do meu trabalho”, justifica o pintor Edílson dos Santos, 20 anos. Para aqueles que já estão acostumados a pegar ônibus diariamente, a rotina também foi alterada ontem. A diarista Louizete Preto, 38 anos, chegou meia hora atrasada ao trabalho. O ônibus em que ela estava também foi prejudicado pela lentidão do trânsito. “Fiquei um tempão parada na Vítor Ferreira do Amaral”, conta.

E, na hora de descer e atravessar a rua, Louizete viu que, on­­tem, definitivamente, o dia podia ser de qualquer um, me­­nos do pedestre. “Isso porque deveria ser o Dia Sem Carro, hein?”, comentou, enquanto tentava atravessar a rua. “Turma mais sem respeito”, disse, referindo-se aos motoristas que dirigiam de forma imprudente na tentativa de tirar o tempo perdido no congestionamento. Além dos bloqueios nas ruas centrais, mais dois ingredientes contribuíram para os congestionamentos na manhã de ontem: a chuva e a passeata dos trabalhadores rurais.

Calmaria

Longe do caos das ruas liberadas para tráfego, a região com vias interditadas viveu um dia de calmaria. Na Marechal Deodoro, no trecho bloqueado (entre a João Negrão e Marechal Floriano), os ciclistas comemoraram. “Eu uso a bicicleta todos os dias para ir trabalhar. Hoje está bem melhor e posso ir mais livre”, conta a enfermeira Rosane Zattoni, 47 anos. A Marechal Deodoro estava tão calma, aliás, que faltaram clientes para a Feira de Orgânicos, atividade da programação do Dia Sem Carro. “O movimento não está bom. Até agora, só fiz uma venda. Espero que, à tarde, na saída do trabalho, as pessoas comprem. Mas não sei, não”, disse, ontem pela manhã, o produtor Eder Laurindo Martins.

Nos estacionamentos localizados nas vias que tiveram o tráfego interrompido, o dia foi de perdas. A média foi de queda entre 50% e 70%, mas em al­­guns locais o número de clientes caiu de 400 carros por dia para 10. “Brincamos que a queda foi de 99%. O prejuízo foi grande”, diz o manobrista Val­dir de Freitas.

Os ciclotáxis, charretes puxadas por bicicletas que faziam um percurso artístico na região do bloqueio, também não ganharam tantos adeptos pela manhã. Segundo um dos coordenadores da atividade, o membro da Bicicletada Marcelo Adriano Gorniski, 32 anos, houve quem usou o ciclotáxi para passear, mas alguns o usaram como meio de transporte para tentar chegar mais rápido ao seu destino na área central. Gorniski fez uma avaliação positiva do movimento. “Num primeiro momento, o motorista fica irritado, mas os pedestres podem ver que a cidade também pertence a eles”, diz, referindo-se aos trechos bloqueados para carros, em que os pedestres puderam caminhar mais tranquilamente.

O presidente da Urbs, Marcos Isfer, diz que a data é comemorada para que as pessoas deixem o carro em casa e melhorem o meio ambiente. “Quem reclamou não está com razão. Apesar de tudo isso, acho que o curitibano é consciente e educado. Muitos estão participando e muitos ainda participarão”, avalia.

FONTE: Portal RPC / GAZETA DO POVO


BICICLETADA


Bicicletada de Curitiba - Dia Mundial Sem Carro

Rolou nessa terça-feira, dia 22 de Set., Com a participação de 300 a 400 ciclistas. Pessoal ativo.

Muitas buzinadas no dia sem carro, que em curitiba foi comemorado de carro mesmo, não senti muita diferença no trânsito, motorista tudo acomodado, não tem mais a capacidade de se locomover sem o automóvel. Mas o mais importante é que o movimento vem crescendo, e os interesses voltado a bicicleta também, devemos lutar por nosso espaço, pois o que desejamos é extremamente saudavel para a cidade e seus cidadãos.

Curitiba pode ser novamente modelo de algo bacana, a mobilidade urbana. Precisamos de uma malha cicloviária decente, com ciclofaixas interligadas, ônibus que comportem bicicletas, bicicletários em estabelecimentos públicos e educação, devemos incentivar o uso da bicicleta em todas as faixas etárias e mostrar pra essa criançada e jovens (que aceitam melhor novas idéias) o potencial da bicicleta: chega antes, ocupa pouco espaço, não faz barulho, se relaciona melhor com o espaço e com as pessoas, não polui, não gasta com combustivel, não paga passagem nem pedágio, não requer muita matéria em sua produção, exercita e diminui o indice de obesidade… É a melhor solução para a cidade e para o mundo.

Vá de bike !

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Fotos: Tiê Passos

LEMBRANDO QUE NESTE SÁBADO 25 TEM A TRADICIONAL BICICLETADA
PARTINDO DA REITORIA DA UFPR | 10hs.



Para a Gazeta do Povo, um dos pontos de destaque do dia sem carro foi a insatisfação de alguns motoristas:

Buzinas e irritação em Curitiba

Mas, para o Paraná Online o destaque foi a adesão de motoristas:

Dia Sem Carro teve adesão de 120 mil motoristas

Dessa vez parece que a Gazeta preferiu repercutir mais as queixas dos carrocratas do que o grande sucesso junto à população que se desligou por um dia do transporte individual motorizado, talvez acreditando na possibilidade de se curar da carrodependência. É uma pena que quem se diz preocupado com a “opção posta” de respeito ou morte revele tanta ambiguidade quando se trate de medidas – por mais tímidas que sejam – que tentam reduzir o uso do automóvel.

O Esquentadinho publicou algumas fotos na internet. Caso alguém vá usar alguma para publicar, deem o crédito a Fábio Riesemberg. Estão no Picasa.

Tem mais fotos do Tiê no post anterior, e mais algumas do Jaime, no ArtBici.

FONTE: BICICLETADA CURITIBA

1 COMENTÁRIOS:

  1. Anônimo6:20 PM

    SENSACIONAIS AS FOTOS!!!! SENSACIONAIS!!!
    m.doc dos jacusde2rOdas

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